detalhe ele preferia que Dex não descobrisse nunca, pois era algo tão perturbador que poderia atrapalhá-lo na batalha que estava por enfrentar contra Beric, ou pior.
– Me desculpe por não ter te contado antes, Dexen. Eu acho que no fundo não queria que você soubesse que eu não sou o seu verdadeiro pai. – disse Algred, finalizando a história.
Dex permaneceu estático e em silêncio.
– Diga alguma coisa filho, por favor. – implorou Algred, já angustiado.
– Não se preocupe, pai! O dia que o seu amigo voltar, eu vou explicar pra ele que eu já sou um herói, do jeito que ele queria! Eu não vou embora com ele, vou ficar com você! Mesmo porque, você é o único pai que eu tenho! – concluiu Dex, abrindo seu rosto em um sorriso.
Algred sorriu juntamente com o filho, estava feliz que Dex não havia se deixado abalar por aqueles fatos, mas sabia que a vida de seu filho não seria fácil. Ele tinha apenas doze anos e já possuía terríveis laços ligando-o à perigosos homens, como Hur Ubon, Drakomir e Beric. Algred temia pelo futuro de Dex, mas estava verdadeiramente feliz por ele ainda se considerar seu filho.
Então, com um silvo estridente, Majha atravessou o portal de entrada da torre trazendo consigo uma grande arca.
Dex ficou parado por um tempo, olhando para a arca, até que Algred anuiu com a cabeça, dando permissão para que ele a abrisse, e assim o fez.
– Roupas? – perguntou o garoto, meio sem graça.
– Procure direito. – ordenou o ancião.
Assim que vasculhou sob as vestimentas, Dex encontrou uma caixa de madeira. Ele a retirou de dentro da arca com cuidado.
– Isso?
– Sim, abra. – ordenou, novamente, Algred.
Para a surpresa de Dex, dentro da caixa havia duas manoplas de armadura e um elmo de aço, brilhando como novos.
As luvas eram compostas por partes de um aço escuro sobre uma cota de malha de elos resplandecentes.
O elmo foi feito para cobrir apenas a região onde nasciam os chifres de Dex, protegendo a testa e as laterais do rosto. O rosto, as orelhas e a nuca ficavam aparentes. O elmo também possuía dois furos, por onde passariam os chifres. Em suas bordas o acabamento era feito em couro, deixando-o mais confortável, e de sua lateral projetavam-se tiras de couro para serem amarradas atrás da cabeça
Podia-se perceber que o aço das manoplas e do elmo era de ótima qualidade e que aqueles eram incríveis projetos de algum artesão habilidoso. (continuar)


