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Ao longe, pôde ver a claridade do fogo e uma grande torre de fumaça emergindo da clareira onde Guroah havia ficado para enfrentar Beric, permitindo que ele e Algred fugissem. Um pequeno fio de esperança, que dizia que Guroah ainda poderia estar vivo, brotou em seu peito.
Mas sabia que o amigo não estava mais entre eles e gastar o precioso tempo para procurar seus restos mortais, agora, não era uma opção. Ele deveria chegar à vila o quanto antes e salvar o máximo de vidas que conseguisse, para que o sacrifício de Guroah não tivesse sido em vão.
Ao olhar para trás, pôde perceber que a iluminada torre de topázio agora era apenas um longínquo ponto luminoso. Haviam se distanciado da torre de tal maneira tão veloz que Dex nunca imaginaria ser possível. Poder voar realmente era uma habilidade extremamente útil, pois além do prazer e da liberdade de ganhar os céus, o vôo permitia alcançar qualquer lugar em pouco tempo.
Ele sabia que alguns heróis podiam voar e por um momento sentiu inveja por também não possuir essa incrível habilidade.
Mas também sabia que tinha grandes poderes e iria mostrar isso naquela noite.
Sabia que aquele era o seu destino. Agora que conhecia a verdadeira história de sua origem, tudo aquilo parecia fazer sentido de alguma maneira. Era como se a luta que estava por enfrentar fosse a consequência natural de tudo que havia vivido até aquele ponto.
Ele sabia que estava pronto. (continuar)



[...] Eles estavam em tamanha altitude, que mesmo apesar da enorme velocidade, tudo lá em baixo parecia se mover lentamente. A luz da lua iluminava todo o cenário abaixo deles, fazendo tudo se tingir com tons de azul prateado. Era possível distinguir a floresta e suas clareiras, com seus morros mais proeminentes assim como a escuridão de seus vales mais profundos. O rio Sangue parecia ser um grande ferimento escuro cortando a floresta. (continuar) [...]