Pág. 159

– Eu prometo! – concordou sem pestanejar, não vendo a hora de usar aquele escudo.

Então, uma calma repentina tomou conta de Dex, como se ele tivesse acordado para o fato que havia chegado o momento pelo qual havia esperado toda a vida. Ele partiria numa missão verdadeira, na qual a vida de várias pessoas pesava sobre suas costas. Aquilo não era mais uma de suas brincadeiras.

Em pouco tempo chegou ao salão secreto, cujo nome verdadeiro era Salão dos Heróis.

– Por que o salão tem esse nome? Será que cada um desses objetos foi de um herói? Se foram, então porque estão guardados aqui? Será que todos esses heróis morreram?

Várias perguntas surgiam em sua mente, mas aquele não era o momento de pensar nas suas respostas.

Posicionou-se de frente para o escudo hesitando por um instante antes de pegá-lo. As palavras de seu pai lhe vieram à mente.

– Você é meu por direito. – disse ao escudo, como que pedindo permissão para usá-lo.

Encaixou o grande escudo no braço esquerdo, para novamente sentir que aquela arma havia sido feita para ele. Sentia o escudo como uma extensão de seu corpo.

Após atravessar o espelho, voltou correndo para onde estava Algred. Ao chegar lá, reparou que seu pai estava sozinho e que Mhaja desaparecera.

– Onde está Mhaja? Ela precisa me levar até a vila! – explicou.

– Filho, eu pedi que Mhaja encontrasse a carroça, no local onde Beric me atacou, e trouxesse algo aqui para a torre. Eu pretendia trazer eu mesmo, mas fui capturado antes. É um presente para você, que irá ajudá-lo na luta. – explicou Algred. – Ela deve chegar em breve, enquanto isso eu queria te contar algumas coisas sobre o seu passado. Sei que esse não é o melhor momento, mas acredito que tenho que fazer isso agora.

Então, durante aquele tempo em que esperavam pela felina alada, Algred explicou para Dex toda a história de como ele havia chegado à vila.

Dex escutava atento enquanto seu pai dizia que um antigo aliado dele, um homem muito poderoso e igualmente perigoso o havia deixado à sua porta. Seu nome era Hur Ubon e tinha os poderes da Pedra Mística. Era um justiceiro que não se importava em tirar vidas para conseguir o que queria. Soube que um dia aquele homem voltaria para levá-lo consigo e que teria que estar preparado para este dia.

Algred contou toda a história, não revelando a Dex apenas um detalhe. O significado do símbolo gravado nas armas que chegaram com ele. Aquele (continuar)

~ por cenildon em 06/01/2010.

Uma resposta to “Pág. 159”

  1. [...] – Eu já irei te explicar. Agora desça até o Salão dos Heróis e pegue o escudo. Mas a espada com o símbolo dos dragões formando o infinito deve ficar sempre lá. Prometa-me isso. – exigiu Algred. (continuar) [...]

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