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– Maldição Dexen! Você pode ser morto! – esbravejou Algred, tentando aquele último recurso para impedir que seu filho corresse de encontro ao perigo.
– Eu sei. Mas tenho certeza que não vou perder para aqueles dois monstros covardes. – concluiu, passando uma confiança em seu discurso que fez Algred perceber que não teria como impedir seu filho de correr para tentar impedir aquele massacre.
– Está certo então, que os deuses te protejam e me perdoem por permitir isso. Pode ir. – concordou Algred, com pesar.
Antes que Dex pudesse ir buscar o escudo, Algred continuou:
– Dexen, tem algo que eu preciso te contar sobre o escudo e a espada de acailliun. Essas armas são suas por direito. – uma tosse violenta tomou conta do ancião, que chegou a cuspir sangue.
Dex não respondeu. Parecia não acreditar que o escudo que ele tanto desejava era realmente dele e agora que sabia sentiu-se hesitante em acreditar.
– Como assim… são meus?
– Eu já irei te explicar. Agora desça até o Salão dos Heróis e pegue o escudo. Mas a espada com o símbolo dos dragões formando o infinito deve ficar sempre lá. Prometa-me isso. – exigiu Algred. (continuar)



[...] Ele havia escondido as armas para que Dex nunca as usasse, agora, ele as havia descoberto e precisaria usar uma delas, pois ela era a única chance que ele teria de enfrentar a Vento Cortante e poder salvar as vidas dos moradores da vila sem perder a sua própria. (continuar) [...]