Pág. 156

Olhou para o lado para encontrar a boleadeira sobre o chão, que aparentemente havia sido retirada de seu braço por alguém. Olhou mais adiante para surpreender-se ao constatar que ali estava Algred, desmaiado ao lado de Mhaja.

Correu até seu pai, que jazia inconsciente no chão do salão de entrada da torre, com um pequeno frasco de cristal vazio caído ao lado de sua mão.

Ele lembrou-se daquele frasco. Era um dos mais adornados daqueles que havia visto anteriormente no salão secreto.

O mesmo aroma suave que Dex sentia em sua boca exalava de dentro do pequeno frasco, fazendo-o ter certeza que seu pai o havia feito beber o misterioso elixir que ali era armazenado.

– Pai! Acorda! – gritou, tentando animar o velho ferido.

Lentamente, Algred abriu os olhos e sorriu ao constatar que seu filho estava em pé à sua frente.

– Dexen, você está bem. Eu estava preocupado. – murmurou, com dificuldades.

– Não diga isso! É você que está ferido! Eu vou pegar outra poção dessas pra você! – anunciou, pondo-se em pé para correr em direção ao salão secreto.

– Não… – disse Algred, segurando o filho pelo punho. – A que eu te dei era a última. Estava guardada para uma emergência.

– Mas e você? – revoltou-se Dex.

– Eu estou bem filho, só preciso descansar um pouco. – disse, tentando aparentar que não corria perigo de vida, mas sem muito sucesso, pois seu corpo estava seriamente ferido, repleto de profundos cortes e graves queimaduras.

– Você não está bem… está muito ferido. E a culpa é toda minha… e agora Guroah se foi por minha culpa também! – confessou Dex, com os olhos cheios de lágrimas.

– O que aconteceu com Guroah é realmente muito triste, filho, mas ele estava comprindo com o dever dele. Além disso, ele ansiava por continuar a jornada final e encontrar seus entes queridos. Era nisso que ele acreditava.

– Eu sei. Mas ele não precisava ser assassinado por aquele vilão maldito! Não desse jeito! Eu vou agora mesmo atrás do Beric e vou fazer ele pagar por isso! – declarou Dex, levantando-se como se quisesse partir numa jornada suicida.

– Não diga asneiras! Enfrentar aquele monstro está fora de cogitação! Você não é páreo pra ele! Se for ao encontro dele, será derrotado, perderá seus poderes e sua vida! E então o sacrifício de Guroah terá sido em vão. É isso que você deseja? – questionou Algred. (continuar)

~ por cenildon em 15/12/2009.

Uma resposta to “Pág. 156”

  1. [...] Ele sentou, acomodando-se do melhor jeito possível. Sentia seu corpo leve e saudável, como se tivesse acordado de um longo sono de descanso. Já não possuía nenhum ferimento e até o grande corte em suas costas havia desaparecido. Em sua boca, um sabor exótico e perfumado de frutas se fazia notar. (continuar) [...]

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