Pág. 153

Percebendo que quem estava às suas costas era Beric, transmutado em seu pai, Dex tentou virar-se de frente para o oponente, mas não foi rápido o suficiente.

O golpe certeiro atingiu as costas de Dex, que gritou de dor e caiu de joelhos com um enorme corte em diagonal em suas costas.

– Agora você é meu! – gritou Beric triunfante, que já havia voltado à sua forma original.

Rapidamente Beric agarrou a cabeça de Dex com ambas as mãos e olhando-o nos olhos abriu a boca, tomando fôlego, como se quisesse puxar o ar dos pulmões do pequeno garoto para os seus.

Os olhos de Beric começaram a emitir um brilho branco e lentamente, uma energia branca começou a surgir de todo o corpo de Dex, como se saísse pelos seus poros. Toda aquela energia percorria o corpo de Dex, chegando até sua cabeça onde concentrava-se nos olhos e boca, por onde saiam espessos veios de energia que dirigiam-se para a boca de Beric.

Dex estava consciente, mas sentia um leve torpor que não o permitia mover-se, como se estivesse num sonho onde o espírito assiste alheio o que acontece com o corpo, sem nada poder fazer. Sentia suas forças sendo drenadas, e a media que seu desespero foi aumentando, sua visão foi ficando turva.

Estava a apenas um passo de perder totalmente a consciência, quando sentiu um forte tranco em seu corpo. Mesmo com a visão turva, Dex foi capaz de ver um grande vulto negro passando ao seu lado para atingir o monstro, que sugava sua vida, em cheio. Um urro bestial preencheu todo aquele momento e por mais incapacitado que Dex estivesse, ele reconheceu aquele som. O som que tantas vezes causou arrepios em sua nuca agora vinha para tranqüilizá-lo naquele momento decisivo. Guroah os havia encontrado.

Deitado de onde estava, no chão na floresta, Dex conseguiu abrir os olhos o suficiente para ver o macaco-pedra se engalfinhando com Beric. Ele assistia a tudo, mas para ele parecia que a luta acontecia com movimentos muito lentos.

Após ser libertado do abraço parasita de Beric, Dex começou a recobrar lentamente suas forças. Já havia conseguido ficar sentado, mas seus braços e pernas ainda estavam dormentes e sentia sua cabeça latejando como se tivesse um ferro em brasa em seu cérebro.

Conseguiu ver Beric passar voando ao seu lado, para depois atingir uma árvore que se partiu e começou a cair devido ao monstruoso impacto. Sem perder tempo, Guroah partia para cima do vilão, atacando violentamente, mas aparentemente Beric não apresentava nenhum ferimento, ao contrário de Guroah que já mostrava alguns cortes profundos espalhados pelo corpo. (continuar)

~ por cenildon em 29/09/2009.

Uma resposta to “Pág. 153”

  1. [...] Dex virou-se, já esperando o ataque de Beric, mas não havia ninguém ali. Foi quando percebeu o que havia de errado. Seu pai nunca o chamava de Dex! (continuar) [...]

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