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usava um elmo, que soou como um sino, mas a pancada colocou o pobre homem a nocaute novamente.

Aproveitando o impulso do coice do cavalo, Dex deu um último salto em direção ao muro. Voou e alcançou o alto do paredão, onde agarrou-se precariamente e quase caiu por não poder usar com eficácia a mão imobilizada. Em desespero, conseguiu encontrar pontos de apoio para os pés e num último esforço suspendeu-se para cima do muro, onde ficou de pé e fez a pose da vitória.

– Consegui! – gritou, triunfante.

– Foi uma manobra bem ousada. – disse uma voz suave ao seu lado.

Dex não tinha notado a presença de uma garota logo ao seu lado, em cima do muro. Assustando-se, pisou em falso fora do muro e caiu. Por sorte havia uma grande moita para suavizar a sua queda, mas para seu azar a traiçoeira moita ocultava uma grande pedra. O impacto contra a pedra foi tão grande, que mesmo sua nova cabeça dura de bode velho não pôde evitar que Dex desmaiasse.

Dex acordou. Lentamente sua visão foi clareando enquanto sentia a cabeça latejar.

Assim que a visão voltou ao foco normal, pôde ver em sua frente o rosto sardento de uma linda garota com longos cabelos loiros cacheados e grandes olhos azuis.

– Nossa, que tombo feio. Você está bem? – perguntou a garota, preocupada.

– Eu não acredito! Você estragou tudo! – gritou, recordando os fatos recentes e massageando um galo que a queda havia deixado em sua testa.

– Estraguei o quê?!

– Os meus planos de entrar na fazenda! Eu já tinha feito a parte mais difícil! – explicou.

– Hummm… bem, se você quer tanto entrar, pode usar a escada que eu usei para sair. – disse a menina, sorrindo e apontando para uma escada apoiada do lado de fora do muro.

– Você estava lá dentro? – perguntou Dex, intrigado.

– Sim. Bem, com licença, já vi que você está bem, preciso ir. – disse a garota, olhando com desconfiança para os lados.

A garota levantou-se permitindo que Dex pudesse vê-la melhor. Ela vestia um macacão vermelho sobre uma camisa branca e botas marrons de couro que iam até os joelhos. Também usava luvas de couro, um chapéu com uma pena amarela e tinha em suas costas uma mochila surrada. (continuar)

~ por cenildon em 28/01/2009.

2 Respostas to “Pág. 50”

  1. [...] O animal relinchou enfurecido, dando um coice violento que acertou a nuca do guarda que já estava sentado, recobrando-se do tombo. Por sorte ele (continuar) [...]

  2. Olá Cenildon.

    Saiu o POP RANK do mês de Janeiro, o antigo Ranking da Segunda divisão dos Blogs de RPG.

    Venho aqui para informar que a boa colocação do Hevendor acabou por condecorá-lo com uma premiação, ainda que simbólica. Parabéns! Visite lá no POP DICE. Abraços

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