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•12/02/2009 • 2 ComentáriosPág. 154
•30/09/2009 • Deixe um comentárioDex tentou levantar-se para ajudar seu guardião, mas era inútil. Não conseguia controlar seu corpo o suficiente nem para se colocar em pé, quanto mais para lutar contra tal oponente tão perigoso.
Foi quando escutou outro som familiar vindo do alto. Olhou para cima e constatou o que já desconfiava, Mhaja estava ali para ajudar também.
Ela carregava Algred com uma das garras e ao invés de descer, permaneceu voando a uma altura segura do inimigo.
Com um grande salto, Guroah distanciou-se de Beric e caiu ao lado de Dex, tomando-o em seus braços.
– É aqui que nós nos despedimos pequenino. Foi um prazer servi-lo. – despediu-se Guroah, sorrindo.
Entendendo imediatamente o plano de seus guardiões, Dex sentiu-se angustiado.
– Não! Eu não posso fugir e te abandonar! Você não pode com ele sozinho, vamos enfrentá-lo juntos! – pediu desesperadamente. – Você não pode nos deixar!
– Eu devo pequenino. Essa é a função de um guardião. Além disso, eu já deveria ter partido há muito tempo. Anseio por encontrar meus entes queridos, que me aguardam do outro lado. Adeus! – concluiu Guroah, com um sorriso de satisfação para depois arremessar o pequeno Dex para o alto.
– Nããããão! – gritou Dex, enquanto alcançava o céu, onde foi apanhado por Mhaja.
– Nããããão! – gritou, em fúria, Beric ao ver que os novos poderes que iria roubar estavam escapando por entre seus dedos, juntamente com Dex.
– Você vai pagar por isso sua besta maldita! – praguejou Beric, investindo contra Guroah, que emitiu um valente urro de batalha enquanto corria de encontro a seu adversário.
Mhaja ganhou os céus rapidamente, deixando para trás a pequena clareira em chamas onde Guroah faria seu sacrifício final.
Em pleno vôo Dex sentiu a cabeça latejar novamente. Não havia percebido ainda, mas Beric o havia ferido mais gravemente do que parecia. Sentiu seu corpo pesar como ferro e a visão novamente ficar obscurecida.
Como se fosse dormir um sono profundo, Dex lentamente foi ficando sem forças. Por fim, entregou-se ao cansaço e ao vento, limitando-se apenas a escutar o som ritmado das poderosas asas de Mhaja.
Antes de cair na escuridão profunda, Dex pôde ouvir uma grande explosão ao longe, que veio acompanhada do último urro de Guroah, o macaco-pedra, que havia feito o sacrifício que apenas os verdadeiros e mais valorosos heróis são capazes.
Neste momento, em meio à escuridão que se encontrava, conseguiu ver o amigo e guardião, que o olhava com os olhos serenos de quem cumpriu seu destino para ganhar o merecido descanso final. Como que trazida pelo vento, uma voz de trovão ecoou em sua mente.
Ela dizia adeus.
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•29/09/2009 • 1 ComentárioPercebendo que quem estava às suas costas era Beric, transmutado em seu pai, Dex tentou virar-se de frente para o oponente, mas não foi rápido o suficiente.
O golpe certeiro atingiu as costas de Dex, que gritou de dor e caiu de joelhos com um enorme corte em diagonal em suas costas.
– Agora você é meu! – gritou Beric triunfante, que já havia voltado à sua forma original.
Rapidamente Beric agarrou a cabeça de Dex com ambas as mãos e olhando-o nos olhos abriu a boca, tomando fôlego, como se quisesse puxar o ar dos pulmões do pequeno garoto para os seus.
Os olhos de Beric começaram a emitir um brilho branco e lentamente, uma energia branca começou a surgir de todo o corpo de Dex, como se saísse pelos seus poros. Toda aquela energia percorria o corpo de Dex, chegando até sua cabeça onde concentrava-se nos olhos e boca, por onde saiam espessos veios de energia que dirigiam-se para a boca de Beric.
Dex estava consciente, mas sentia um leve torpor que não o permitia mover-se, como se estivesse num sonho onde o espírito assiste alheio o que acontece com o corpo, sem nada poder fazer. Sentia suas forças sendo drenadas, e a media que seu desespero foi aumentando, sua visão foi ficando turva.
Estava a apenas um passo de perder totalmente a consciência, quando sentiu um forte tranco em seu corpo. Mesmo com a visão turva, Dex foi capaz de ver um grande vulto negro passando ao seu lado para atingir o monstro, que sugava sua vida, em cheio. Um urro bestial preencheu todo aquele momento e por mais incapacitado que Dex estivesse, ele reconheceu aquele som. O som que tantas vezes causou arrepios em sua nuca agora vinha para tranqüilizá-lo naquele momento decisivo. Guroah os havia encontrado.
Deitado de onde estava, no chão na floresta, Dex conseguiu abrir os olhos o suficiente para ver o macaco-pedra se engalfinhando com Beric. Ele assistia a tudo, mas para ele parecia que a luta acontecia com movimentos muito lentos.
Após ser libertado do abraço parasita de Beric, Dex começou a recobrar lentamente suas forças. Já havia conseguido ficar sentado, mas seus braços e pernas ainda estavam dormentes e sentia sua cabeça latejando como se tivesse um ferro em brasa em seu cérebro.
Conseguiu ver Beric passar voando ao seu lado, para depois atingir uma árvore que se partiu e começou a cair devido ao monstruoso impacto. Sem perder tempo, Guroah partia para cima do vilão, atacando violentamente, mas aparentemente Beric não apresentava nenhum ferimento, ao contrário de Guroah que já mostrava alguns cortes profundos espalhados pelo corpo. (continuar)
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•23/09/2009 • 1 Comentáriona perna. O anel atravessou o membro do vilão em chamas, que gritou de dor e raiva.
– Será que eu não tenho chance mesmo? – retornou Dex, a provocação, ao mesmo tempo em que retirava outros anéis dos dedos.
Aproveitando o momento de vulnerabilidade de Beric, que se concentrava para afastar a dor profunda que sentia na perna, Dex projetou-se correndo na direção de seu oponente, arremessando contra ele os anéis que voavam certeiros e mortais.
Porém, antes que fosse atingido, Beric extiuguiu as chamas que cobriam seu corpo e como se fosse uma lâmina de espada refletindo o luar, seu corpo brilhou. Os outros anéis arremessados por Dex atingiram seu alvo, mas ao contrário do primeiro, esses não o atravessaram, mas ricochetearam na pele impenetrável de Beric, que agora estava usando o poder de Titus.
Mesmo sem atravessar a defesa de Beric, os projéteis não se mostraram totalmente inúteis. A força com que foram arremessados foi tão grande que acabaram por desequilibrar o perigoso vilão, dando tempo para Dex alcançá-lo e atingi-lo no peito com as esferas da boleadeira.
O golpe destruidor lançou Beric para trás, fazendo-o abrir uma profunda vala de vários metros no chão da floresta, como se fosse um meteoro que atinge o solo lançando plantas, terra e pedregulhos para todos os lados.
O silêncio se fez naquele momento e a única coisa que se podia ouvir eram os vários estalos emitidos pelas plantas que queimavam ao redor deles.
Todo o local estava tomado pela fumaça causada pelo fogo, o que obrigou Dex a aproximar-se do buraco para poder constatar que Beric não estava mais ali.
– Que poder incrível! – ecoou a voz de Beric pela floresta. – Isso me dá mais vontade ainda de tomá-lo de você!
Dex estava atento. O ataque poderia vir de qualquer lado. Seus olhos percorriam as árvores procurando qualquer sinal de seu oponente, mas a fumaça que saía das plantas em chamas dificultavam sua visão.
– Dex… aqui! – chamou Algred, que se escorava em uma árvore próxima, procurando fugir do incêndio que já estava tornando-se perigoso.
Imediatamente Dex foi de encontro ao seu pai, permanecendo alerta contra um ataque que poderia vir a qualquer momento.
Assim que chegou perto, teve uma sensação de que algo estava errado.
– Atrás de você Dex! – gritou Algred, em desespero.
Dex virou-se, já esperando o ataque de Beric, mas não havia ninguém ali. Foi quando percebeu o que havia de errado. Seu pai nunca o chamava de Dex! (continuar)
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•22/09/2009 • 1 Comentárioda espada contra a corda, uma pequena explosão de fogo se fez, espalhando faíscas pelo local.
O ataque continuou intenso, obrigando Dex a usar toda a sua perícia para conseguir defender-se utilizando aquela proteção improvisada como se fosse um escudo. Várias explosões de fogo e uma chuva de faíscas envolviam os dois oponentes.
Na intenção de proteger seu pai, que já estava seriamente ferido, Dex movimentou-se para longe dele, recuando e conduzindo seu oponente para um local onde pudesse lutar sem colocá-lo em risco.
Dex podia sentir o calor intenso vindo do corpo de Beric, assim como um forte cheiro de queimado que se espalhava por ali. Então percebeu que aquele cheiro vinha dele próprio! Lutar contra aquele inimigo era algo semelhante a tentar retirar um objeto de dentro de uma fornalha.
Por um breve momento Dex distraiu-se, tentando pensar em uma maneira de sair daquela terrível situação, abrindo sua guarda o suficiente para que Beric encontrasse uma brecha e o atingisse no rosto com um soco em chamas.
O pequeno herói foi ao chão. Estava ofegante e só agora havia percebido que respirar ao lado daquele calor intenso era extremamente difícil. Seu corpo estava fumegante e embora não tivesse sido atingido pela espada, já apresentava várias queimaduras. Podia sentir seu rosto queimando no local onde havia sido atingido.
Escondendo-se atrás de uma árvore gigante, Dex tentou recobrar o fôlego e pensar em uma estratégia para vencer o perigoso oponente.
– Não posso ficar só na defensiva, ou vai ser o meu fim! – concluiu.*
Subitamente, uma forte sensação de perigo tomou conta de Dex, que saltou rapidamente para o lado, rolando para longe daquela árvore. Ao mesmo tempo escutou um som límpido de metal ressonante e assim que se colocou em pé, assistiu a enorme árvore tombar e estalar enquanto ia de encontro ao chão da floresta.
Atrás do toco de árvore, que agora assemelhava-se a uma mesa com a superfície totalmente polida, estava Beric empunhando a Vento Cortante na pose característica de quem acabou de aplicar um golpe.
– Acho que agora você já percebeu que não tem nenhuma chance contra mim. – provocou Beric, que aproximava-se vagarosamente tocando o chão da floresta com a ponta da espada flamejante, fazendo um rastro de fogo.
Mesmo sendo inverno, não chovia já há alguns dias e lentamente pequenos focos de incêndio foram surgindo no local do confronto.
Então uma idéia insana surgiu na mente de Dex, que retirou um dos anéis de seus dedos e com um movimento rápido, o arremessou contra Beric. O pequeno projétil metálico voou tão rápido quanto uma flecha, atingindo Beric (continuar)
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•17/09/2009 • 1 ComentárioEnquanto Gotho se distanciava, Dex colocou-se em pé diante de Beric, que tinha todo o corpo coberto por terríveis chamas.
– Você se lembra desse fogo, não se lembra Dex? Eu o tomei de um mercenário amigo seu. Lotar. Nós nos conhecemos há algum tempo no reino de Athária e antes de eu lhe tirar a vida e os poderes, ele me falou sobre um velho e seu filho que moravam na Vila Flor de Fogo. Foi assim que eu fiquei sabendo sobre essa espada. Ele me contou sobre vocês e sobre quem você foi, velho. Quem iria imaginar que um velho artesão como você fosse o dono da lendária, Vento Cortante. Quanto a você, Dex, Lotar queria vingança contra você e eu resolvi cumprir essa missão por ele, depois que tomasse seus poderes de fogo, é claro.
– Dex, pelo que eu vi esse monstro tem os poderes de fogo de Lotar, a invulnerabilidade de Titus, pode mudar de forma e ainda pode ter outros poderes que ainda não vimos. Além disso, ele consegue roubar poderes e está empunhando a Vento Cortante! Você não tem chance contra ele, você deve fugir! – sussurrou Algred para seu filho.
– Mas e você? Não posso te abandonar! – relutou.
– Não há outra escolha. Fuja para a torre, é a sua única chance! Eu já vivi o suficiente. Você deve fugir! – insistiu o ferido ancião.
– Eu não vou te deixar pra trás! – insistiu Dex, levantando-se e encarando Beric.
Rapidamente Dex retirou a boleadeira de Acailliun de dentro de sua bolsa e enrolou a corda em seu antebraço direito escondendo-o quase que por completo. As esferas ficaram em sua mão e ele as segurava pela corda como se fosse um martelo com duas cabeças redondas. Aquilo era o mais próximo de um escudo que seria possível improvisar naquela situação.
– Interessante, mas não muda em nada o seu destino! Eu não me esqueci de tudo que você me fez. Roubou meus poderes, passou anos tornando minha vida um inferno e entortou meu nariz! Eu vou tomar o seu poder, a sua vida e prometo que vai ser bastante doloroso! – gritou Beric, partindo para cima de Dex girando a Vento Cortante sobre a cabeça.
– Cuidado Dexen, essa espada pode superar até mesmo os seus poderes sobre o metal! Não deixe ele te atingir com ela! – gritou Algred.
Dex concordou com seu pai sem tirar os olhos do agressor que se aproximava rapidamente.
Assim que Beric chegou perto, seu corpo inflamou-se intensamente, fazendo Dex apertar os olhos ao sentir o calor das chamas. Um rastro de fogo surgiu no ar assim que Beric desferiu seu primeiro golpe que foi defendido por Dex usando o antebraço envolto pela corda de acailliun. Com o impacto (continuar)
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•09/09/2009 • Deixe um comentárioera uma pedra mística e sim uma Pedra Negra! Eu me tornei o mais poderoso de todos! Agora eu vou mostrar ao mundo o que é o verdadeiro poder!
Algred sabia que as Pedras Negras eram ainda mais raras que as Pedras Místicas e que também concediam poderes muito maiores. Mas um preço era pago por aqueles que ousavam tocá-las. Todo aquele que havia tocado uma Pedra Negra havia sido corrompido pelo mal, atraindo a desgraça para si próprio e para todos à sua volta.
Não era raro que os poderes da Pedra Negra viessem acompanhados de uma transformação monstruosa do corpo da pessoa, ou de surtos de poder incontroláveis. Porém o pior efeito dessa pedra maligna acontecia na mente do portador de seus poderes, pois a pessoa tornava-se obcecada pelo poder, sempre acabando por enlouquecer na busca do poder absoluto.
– Não precisa ser assim Beric. Eu conheço pessoas que podem ajudá-lo! Existem pessoas que se importam com você! Como seu irmão Titus, que deve estar te procurando agora! – apelou Algred.
–Titus? – soltou um riso macabro e cheio de insanidade. – A gente já se encontrou e eu provei que ele era fraco! Ele se contentava em servir uma reles vila e proteger aquele povo inútil! Eu acabei com a vida dele! E o meu poder não é só o de me transformar em outras pessoas… o meu verdadeiro poder é tomar o poder de inúteis como Titus e esse seu filho!
– Você matou seu próprio irmão? – perguntou Dex, espantado.
– Infelizmente para tomar um poder, eu preciso matar o infeliz que o carrega. Acredite, eu preferia que aquele tolo do Titus estivesse vivo, para ver como eu vou usar o poder dele para triunfar sobre todo o mundo!
– Mestre! Vamos acabar logo com esses dois, para podermos destruir aquela vila maldita! Você me prometeu isso! – exigiu Gotho.
– Vocês querem destruir a Vila Flor de Fogo? – espantou-se Algred.
– Eu não faria muita questão, mas prometi ao Sapo. Ele vai destruir a vila por vingança, mas eu… bem, eu o ajudarei a destruir essa patética vila apenas por capricho. Depois que eu terminar com vocês, iremos acabar com a vila. Alias, pode ir, Sapo, eu te alcançarei em breve. Não devo demorar muito para matar o velho e tomar do fedelho os poderes que são meus por direito. – explicou o vilão.
Com um sorriso maligno de satisfação, Sapo saltou para o topo de uma árvore e, rapidamente, sumiu saltando de uma árvore para outra em direção à vila.
– Não! – gritou Dex, partindo em disparada atrás de Gotho, sem perceber que passaria ao lado de Beric em sua perseguição.
Assim que Dex se aproximou, uma grande explosão de fogo surgiu ao redor de Beric, arremessando Dex que caiu novamente ao lado de Algred. (continuar)




